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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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22.03.21

O Covid Existe? Ou Os Malucos À Solta... “Escolham o Título”


Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Este sábado passeava com a minha mulher pelo Parque Eduardo VII, quando comecei a reparar numa quantidade de pessoas que se aglomeravam no cimo do parque.

Música, abraços e beijos, tudo como se nos encontrássemos num tempo diferente, talvez pelos idos de 2019.

Inicialmente não consegui compreender, bandeiras de Portugal espalhadas, gente e mais gente...

A cada passo mais me surpreendia a quantidade de pessoas, mais intrigado ficava, no entanto, por um instante tudo se tornou claro, evidente, compreensível.

Um cartaz na mão de uma mulher...

"O COVID-19 não existe" ou "O vírus são os media".

Meu Deus! Exclamei baixinho entendendo que estava numa espécie de Júlio de Matos a céu aberto, com o devido perdão aos pacientes do Júlio de Matos por esta abusiva comparação.

Será que estava no meio de uma manifestação de negacionistas?

Adivinhem a resposta.

Gente que protestava contra a gestão da pandemia e em alguns casos até duvidava da existência da mesma...

Fomos saindo dali, meio estupefactos com o aglomerar de gente, com a chegada de pessoas que parecia não ter fim, por entre, famílias, novos e velhos.

Sou muito sincero, no meio daquela multidão sem máscaras, o que me preocupou não foi a saúde destes "malucos", a sua sobrevivência a este vírus, mas sim aqueles que não tendo culpa nenhuma se cruzem com estas pessoas, num autocarro, num supermercado ou noutro local e sem culpa alguma possam ser afectados e contagiados por estes irresponsáveis.

De uma coisa estou certo...

No sábado, naquela manifestação, o Covid era um vírus feliz, olhando para aqueles rostos alucinados e dizendo:

Ui... paparoca da boa!

Isto de facto está cheio de malucos travestidos de pessoas normais.

Que loucura.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

19.03.21

Amigo


JB

  Um facto que me alegra quando penso na condição humana, é que nós (enquanto espécie) temos o hábito de celebrar a existência de cada pessoa uma vez por ano. Acho bonito e (em alguns casos mais do que noutros) muito adequado.

  Hoje é um dia especial. 
  Não é a minha intenção alimentar a guerra dos sexos, mas hoje não posso deixar de sublinhar um ponto: existe qualquer coisa de único numa amizade entre dois homens. As mulheres terão as suas coisas fantásticas e únicas (dar à luz etc...) mas os laços de amizade, lealdade e irmandade que dois estranhos do sexo masculino conseguem criar ao longo do tempo são qualquer coisa que transcende a condição humana. Hoje um irmão faz anos. Parabéns.

  Não posso dizer que simpatizámos logo que nos vimos. Ambos erámos matulões para a idade e achávamos que éramos maus. Por causa do tamanho do outro mantínhamos uma distância segura, mas sem dar confiança: não fosse isso ser entendido como fraqueza. Essas desconfianças acabaram depois do primeiro jogo que fomos no velho estádio de Alvalade, ver o grande Sporting. Depois as noitadas, as futeboladas, as jogatanas. Crescemos juntos. Sempre conversámos muito, sobre o Sporting primeiro, sobre a complexidade interior e beleza exterior do sexo oposto, a situação geo-política internacional, o José Castelo Branco, enfim sobre o que nos parecesse interessante na altura.  Ao mesmo tempo os anos passavam: namoros intensos, traições, separações dolorosas, novos namoros, mortes, casamentos, nascimentos, divórcios, mais mortes. Estivemos juntos. Estaremos juntos.
  Sei que sim, porque ninguém sabe melhor o que é ser amigo do que tu. Ninguém é mais leal ou inspira mais lealdade. Ninguém é mais humano e generoso nas emoções do que tu. Ninguém é mais feroz ou protetor quando sente que tem que defender os seus. 
 Freud disse uma vez: " como é forte uma pessoa quando está segura de ser amada." Se te conhecesse diria: "como ficam mais fortes todos os que estão ao lado do Pipo!". 

 É verdade. Este amigo de que falo e que hoje parabenizo é o comandante destas sardinhas: o nosso Filipe Vaz Correia. 
Para além destas qualidades que já referi é escritor, poeta e o responsável de por aqui nos encontrarmos. 
Para ser rigoroso e não induzir as pessoas em erro, deveria ainda referir aqui alguns defeitos do meu querido amigo.

  Não o farei por 3 motivos:

   1- É o dia de anos.

   2- Temo represálias.

   3- O texto ficaria demasiado longo.

 Obrigado meu irmão. Aprendo muito contigo.

Muitos parabéns!

 

 

JB

 

17.03.21

Todos os homens


Sarin

Não gosto de generalizações. Porque há sempre excepções. Há sempre quem se sinta injustiçado. Há sempre alguém a quem sinto injustiçar. E, por isso, recorro a muletas que abram espaço a essas excepções.

No entanto, há uma excepção a estas excepções. Preferia-a inexistente, mas quanto mais leio, mais ouço, mais recordo, mais noto que é gigante, premente, urgente.

Os homens são agressores sexuais.

Sim, já sei, não são todos. 

Pemitam-me invadir a vossa intimidade com umas perguntinhas:

Quantos de vós, pais, precisando ir de viagem uns dias, deixam ou deixariam as vossas filhas adolescentes entregues a um vosso amigo que não tenha mulheres em casa?

Quantos de vós, maridos/namorados/companheiros, não ficam/ficariam incomodados por encontrar a vossa mulher a dançar ou a beber vinho com o vosso melhor amigo em vossa casa?

Pensem nisto por um bocado. Com sinceridade, apenas para vós. Se a vossa resposta for algo como "não me incomoda, é apenas aborrecido por causa do que podem dizer", pensem melhor. Pensem quem poderá dizer o quê, e porquê. E se descobrirem que serão os outros que o dirão porque a sociedade é machista, e que nada tem a ver convosco nem com o vosso amigo porque confiam nele a 100%, pronto, a 99,9%, descobrirão o 0,1% que abre a brecha na excepção e a torna generalização.

Não há uma única mulher que não sofra agressões sexuais. Mas estamos tão habituadas que nem as identificamos como tal.

Para a semana volto ao tema.

Por agora, meditem nisto. E fiquem bem. Com Tori Amos e a canção onde conta a sua própria história.

15.03.21

As aVenturas Do Tio Careca!


Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Esta semana estava tentado a escrever sobre o desconfinamento, ou mesmo, sobre o encantamento com que o meu Sporting permanece neste esvoaçar que tanto me inebria...

Mas não consegui resistir a escrever sobre o inigualável, inestimável, incomparável:

O Tio Careca!

Então não é que o Chega nos surpreende a todos, como tudo indica, com um nome absolutamente esplendoroso para a Câmara  Municipal de Lisboa...

Nuno Graciano.

Adorei...

Inicialmente não acreditei, até observar todas as noticias não desmentidas, estupefacto pela dimensão do nome, pela estatura intelectual ou política, incrédulo com a credibilidade inerente à figura.

O mundo televisivo na base de recrutamento político, essa excelência de conteúdos entre programas da manhã, da tarde, apanhados e comédia, assegurando uma visão para o futuro que a todos os Lisboetas deverá tranquilizar.

Palavra de honra que sempre acreditei que aquele visual de calvície do Dr. Graciano se tratava de uma questão mediática mas afinal parece que me enganei...

Deverá ser uma questão de valores e princípios, estilo cabeça rapada, mais apropriado ao Partido pelo qual parece ir concorrer.

Depois da aventura de Ventura, made in CMTV, da queridíssima Parrachita, vulgo Maria Vieira, esse vulto da comédia, só nos faltava o Nuno Graciano para compreendermos o que o Chega nos tem para oferecer.

Ou seja, um programa de entretenimento.

Temo pelas próximas Câmaras Municipais, pelos próximos candidatos pois já acredito que entre o Croquete e o Batatinha, talvez um deles possa figurar num daqueles cartazes de Portugueses de Bem, muito sérios, carregados de uma certa gravidade, apontando o dedo a alguns cidadãos que devam voltar para a sua terra.

Que comédia...

A divina comédia de uma tragédia.

E ainda falei eu do Tiririca...

Pior que está não fica.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

13.03.21

Caldeirada Com Todos... “Carlos Drummond de Andrade”


sardinhaSemlata

 

 

 

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Esta semana a Caldeirada Com Todos é diferente, numa viagem na voz de Adriana Calcanhotto, por entre, as palavras do inigualável Carlos Drummond de Andrade.

O Elefante.

 

 

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