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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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24.11.21

O dilema do fogão desligado


Marco

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Verifico que o fogão está desligado umas 5 vezes antes de sair, e ao fim de uns minutos, vem a ansiedade e parece que o deixei ligado. 

O fogão é um dos exemplos porque existem outros como televisão ligada, luzes, porta de entra, torneiras, apesar de televisão e as luzes conseguir desprezar porque só vou chorar no final do mês quando vir a fatura, as outras não é bem assim porque posso provocar danos a mim e aos vizinhos. 

Uso a técnica da frase estúpida, e tenho frases como "peixe frito", "gato do telhado", "batata frita", "coca cola", pior é que as vezes esquece me. 

 

23.11.21

Mais uma história... Real


Ana Mestre

As minhas galinhas sofrem de violência doméstica... 

É verdade, tenho três galinhas e um galo, o Horácio. Desde pequeno que é o manda chuva do galinheiro. Manda na mãe e bate nas irmãs. 

As pobres das galinhas são as últimas a comer, a beber,porque o raio do galo tem a mania que vive na idade média ou quiçá no tempo das cavernas em que o macho é que manda. 

As pobres andam todas depenadas por causa deste galo parvo! 

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O Horácio, bem como as manas e a mãe já estão no céu das galinhas. Acho que ele deve estar no inferno (das galinhas).

 

Ana Mestre

22.11.21

CNN Portugal: 1,2,3… Acção!


Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Cresci com a chancela CNN, com essa marca de qualidade que agora chega a Portugal.

Cada vez mais vivemos num mundo de populismo e demagogia, carregado de canais como as CMTV da vida ou o News Of The World de uma geração, ou seja, pedaços de mediocridade que marcariam e marcam o dia a dia informativo, que influenciam a opinião popular, importando pouco a veracidade, qualidade daqueles que informam ou da sua informação.

A CNN Portugal promete fazer diferente, honrar o nome que serve de identidade, marcar a diferença pela competência e qualidade.

Esperemos que sim.

Nuno Santos, Judite Sousa ou Júlio Magalhães são nomes que asseguram, à partida, essa esperança, deixam esse pequeno pedaço de querença numa informação de excelência, por entre, rigor e determinação.

Como espectador não hesitarei em acompanhar este espaço que agora nasce, sabendo bem que não basta escrevinhar opinião, celebrar o pluralismo, constatar a alternativa...

É preciso somar.

O meu olhar acompanhou o mundo, desde tenra idade, também pela CNN, na invasão do Iraque em 91 ou mais tarde o 11 de Setembro, momentos esses que juntamente com as noites eleitorais me faziam sonhar com esta sigla de notícias.

Boa sorte CNN Portugal...

Serei mais um espectador.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

21.11.21

Zombaria


O ultimo fecha a porta

Esta semana cruzei-me com a esta frase no Facebook escrita por um conhecido: "Paulo Rangel promete organizar a marcha de orgulho Gay em Portugal se for primeiro-ministro".

 

E com isto, em vez de discutir os projectos para o país, discute-se e goza-se com as opções sexuais dos candidatos à governação, como se tivéssemos alguma a haver com isso, ou fosse motivo de chacota. E assim, enquanto os cães ladram, a caravana passa.

19.11.21

Tempos da escola


JB

   Hoje viajamos no tempo, recuamos quase 30 anos e vamos a Lisboa. O local é simples: um colégio num planalto,  os protagonistas? - uma turma do oitavo ano. Eles eram 26 rapazes entre os 14 e os 15 anos mais conhecidos como: a Perigosa turma B.

 Todos tinham que usar farda, era obrigatório o uniforme e o cabelo bem arranjado, senão... Um aluno mais novo uma vez apareceu com um corte de cabelo mais arrojado, um professor passou por ele nas escadas durante um intervalo, olhou bem para o corte de cabelo e agarrou-o imediatamente, espetou-lhe um sonoro estalo na cara e mandou-o para casa de castigo. Este exemplo serve apenas para descrever o ambiente regrado e disciplinado em que a infame turma B existia.

 A turma B era infame por diversos motivos e perigosos elementos. Não me ficaria bem estar a nomear todos porque muitos são, hoje em dia, membros respeitáveis da sociedade. Mas garanto que todos existiram e são reais, usarei nomes fictícios por motivos óbvios.

 Antes disso porém, convém dizer que na turma B não havia um líder, existiam uma série de personalidades vincadas e criativas que trabalhavam em uníssono para dois objectivos muito simples:

- Maximizar a diversão durante o tempo de escola

- infernizar a vida dos professores (alguns)

 

O primeiro objectivo era mais simples, às vezes nem era preciso chegarem à escola. Num desses dias, há quase trinta anos atrás, era dia de fotografia da escola e todos os alunos tinham que ir ainda mais bem vestidos do que o habitual. Tiago, um dos mais rebeldes da turma estava de blazer e gravata e ainda antes de chegar à escola, quando ia no autocarro estava aborrecido. Decidiu levantar-se, fingir que era um 'picas' da Carris e começar a pedir os bilhetes aos passageiros. Foi tão convincente que ninguém desconfiou dele, e chegou a expulsar dois miúdos de outra escola que estavam no autocarro sem bilhete!

O segundo objectivo era mais difícil, mas não existiam impossíveis para aquela turma. 
 Apenas um único exemplo porque sinto que já me estou a alongar neste texto:

 Num outro desses dias apareceu um professor novo e infelizmente para ele, não caiu nas boas graças da turma. Assim que ele se virou para escrever no quadro. A turma como um todo, com uma coordenação ao nível da equipa olímpica Ucraniana de natação sincronizada e um silêncio absoluto; começa a movimentar as carteiras em direcção ao professor. Quanto mais o professor escrevia no quadro de costas para a sala, mais os alunos se aproximavam em silêncio, como uma leoa que persegue a presa nas ervas altas savana. Quando o professor acabou era tarde demais, já nem tinha espaço para se virar ao contrário, os alunos estavam todos com as mesas e carteiras mesmo em cima dele. Olhou para os alunos, interrogou-os, 'o que se passa? Que é isto?!?'. Ninguém percebeu a pergunta, todos reagiram como se nada se tivesse passado e olharam para o professor na expectativa que continuasse a aula. Saiu furibundo porta fora, 'Vou chamar o diretor, não se admite!'.

 Não adiantou nada, quando o diretor chegou já estava tudo no seu lugar, a disposição da sala normalizada e a única coisa fora do normal era o estado de nervos em que o professor estava. Se fosse um jogo de futebol e o diretor um árbitro  o resultado seria 1-0 para os alunos; hoje não tenho tempo para mais mas a turma B era famosa pelas suas goleadas...

 

 

JB