Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

05.02.22

O Carvão


Ana D.

 

fev_carvao.jpg


Gostei muito desta reflexão que hoje, com muito carinho,  partilho aqui. 



Um homem que frequentava regularmente reuniões com os seus amigos, deixou de participar nestas atividades sem nenhum aviso.

Depois de algumas semanas, numa noite muito fria, um outro membro do grupo decidiu visitá-lo. Encontrou o homem em casa, sozinho, sentado em frente a uma lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu-lhe as boas vindas e convidou-o a sentar-se junto à lareira. 

De seguida, fez-se um grande silêncio.

Os dois homens apenas contemplavam a dança das chamas em torno dos troncos de lenha que crepitavam na lareira. Após alguns minutos, o visitante, sem dizer uma palavra, examinou as brasas que se formavam e selecionou a mais incandescente de todas, retirando-a para um lado da lareira com um alicate e voltou então a sentar-se.

O anfitrião prestava atenção e, em pouco tempo, a chama da brasa solitária diminuiu, até que houve um brilho momentâneo e o fogo apagou-se... De repente, o que era uma amostra de luz e de calor, não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão.

Poucas palavras tinham sido ditas desde a saudação. O visitante, antes de se preparar para sair, pegou no alicate e pegou no carvão frio e inútil e colocou-o de novo no meio do fogo. De imediato, a brasa voltou a acender-se, alimentada pela luz e calor dos carvões ardentes ao seu redor... e  o anfitrião disse-lhe: ′′Obrigado pela sua visita e pela sua bela lição. Vou voltar para o grupo".


Por que é que os grupos se extinguem?

É muito simples: porque cada membro que se afasta, perde o fogo e o calor dos outros.

Aos membros de um grupo/comunidade vale a pena lembrar que fazem parte da chama.
É bom relembrar que todos somos responsáveis por manter acesa a chama de cada um e devemos promover a união entre todos, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.
Não importa se às vezes nos sentimos incomodados com o excesso de mensagens, o que importa é estarmos conectados, uns em silêncio, outros muito ativos, mercê das diferenças de opinião e de carácter. Mesmo que alguns só comuniquem esporadicamente, é bom saber que mantêm a sua chama acesa!

Dessa forma, garante-se a partilha do gosto de conhecer, aprender, trocar ideias ou simplesmente saber que não estão sozinhos, que há um grupo de Amigos e/ou Familiares com quem podem contar.

Vamos manter a chama viva!

E sendo assim, OBRIGADA a cada um de vós por fazerem parte da minha fogueira! 

04.02.22

Extremamente agradável


JB

Alegrai-vos portugueses, a Joana Marques voltou.

Depois de umas longas férias (pareceram-me intermináveis) os meus filhos e eu já temos companhia a caminho da escola. O posto é a Rádio Renascença e o programa chama-se as três da manhã. 
Depois de uma enorme maratona eleitoral no programa do Ricardo Araújo Pereira a talentosa Joana Marques voltou às manhãs radiofónicas, para alegria de muitas famílias, a começar pela minha.

Não sou propriamente uma 'morning person' os meus filhos, tiveram o azar de ser parecidos comigo nessa característica. As viagens para a escola são normalmente em silêncio ou a embirrar com o primeiro que se atrever a abrir a boca e perturbar o valioso silêncio matinal. Isto tudo, antes da Joana voltar,  bem entendido. Agora tudo é diferente:

Vamos a caminho da escola com um sorriso e prevejo que qualquer dia, se isto continuar assim, até começamos a cantar o genérico do programa. É próprio para qualquer idade e muito educativo, rimos com as piadas parvas da Ana Galvão, com os comentários certeiros e mais sarcásticos da Inês Lopes Gonçalves e com os textos deliciosos da Joana, pelo caminho ficamos a conhecer melhor o nosso país. 
Cada programa tem poucos minutos e sempre um protagonista escolhido pela Joana. Os alvos são normalmente pessoas com uma auto-estima muito elevada, completamente injustificada e sem a mais pequena noção do ridículo. Cromos da nossa sociedade que quer queiramos quer não, são portugueses e compõem a nossa 'cultura popular'. A Joana não se compadece com nenhuma destas personalidades e de forma impiedosa e por vezes cruel expõe e denuncia o ridículo de cada um da forma mais hilariante possível.

Cá em casa somos todos fãs incondicionais e não perdemos um programa. Agora despedimo-nos sempre com um sorriso quando chegamos à escola e a repetir a piada mais engraçada uns aos outros.
Ontem foi sobre a deputada do Chega de 23 anos que se proclama anti-feminista e defende igualdade salarial para homens e mulheres e diz que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens. Rimo-nos tanto... 

ria-se também aqui!

Bem vinda de volta Joaninha! Fazes muita falta.

 

JB

03.02.22

Guerra Fria


The Travellight World

fullsizeoutput_6369

A anunciada guerra na Ucrânia pode ainda não ter começado, mas já enche páginas de jornais, telejornais e notícias on-line, preocupando todos que receiam assistir a mais um devastador conflito na Europa.

Moscovo e Washington parecem querer recuperar o velho manual da Guerra Fria e promover os seus interesses nacionais às custas da segurança ucraniana, tratando o país como um mero peão de um novo confronto geopolítico.

A pressão de Putin sobre a Ucrânia e a sua clara oposição à expansão da NATO nas ex-repúblicas soviéticas, levou Joe Biden, a sugerir que a Rússia poderia invadir o país vizinho a qualquer momento, talvez já em meados de fevereiro, e a especulação britânica sobre um plano russo de instalar um governo fantoche em Kiev acrescentou outra reviravolta dramática à crise em evolução, colocando os europeus, ainda que um tanto relutantes, nas fileiras de apoio às posições adotadas pelos EUA.

Vários estados membros da UE, no entanto, incluindo a Alemanha, talvez pela sua dependência do gás russo, parecem desvalorizar ou não querer ver a realidade da política do presidente Vladimir Putin.

A Ucrânia está claramente no centro da estratégia russa para manter a sua esfera de influência. Todas as suas recentes políticas, desde o apoio a Alexander Lukashenko na criação de uma crise de refugiados na fronteira entre a Bielorrússia e a UE até ao reforço militar na fronteira ucraniana e o Nord Stream 2, são testes de stress para os estados membros da UE, que desacreditam a União e mostram a sua incapacidade de agir sozinha, reduzindo-a a um mero figurante do poder global. 

Esforços diplomáticos e ameaças de sanções redundam em nada e a Rússia aumenta a parada, apelando ao homem forte da China — Xi Jinping, para resistir e repelir de vez as pressões ocidentais.

Nos últimos anos, as relações entre a Rússia e a China intensificaram-se, com os lideres dos dois países a realizar conferências regulares e os seus militares a participar em exercícios conjuntos. Os laços entre Moscovo e Pequim estão mais próximos do que nunca, impulsionados pela perceção compartilhada de que os Estados Unidos são o principal desafio à sua política externa.

Ao contrário do que se passou em 2014 aquando da anexação da Crimeia, onde a China se esquivou a tomar uma posição, Pequim pode achar difícil evitar desta vez o seu envolvimento, já que todo o mundo verá a resposta dos EUA a qualquer escalada militar contra a Ucrânia como uma indicação de como a América pode responder a futuras crises no Estreito de Taiwan ou nos Mares do Leste ou do Sul da China.

Xi Jinping tem interesse no sucesso de Moscovo contra Washington na Ucrânia, pois isso abrirá caminho para o seu próprio sucesso contra os EUA, em Taiwan e no resto da Ásia.

Se vai efetivamente haver um conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, ainda não sabemos, mas entretanto os perigos de uma nova Guerra Fria são reais, ameaçando a estabilidade e a prosperidade mundial e colocando em risco a tão necessária cooperação em desafios globais urgentes, como as mudanças climáticas, pandemias ou a proliferação nuclear.

02.02.22

Seca


Marco

 

digitalizar0069.jpg

 

Eu próprio não gosto de chuva, porque de alguma forma me impede se sair de casa, porque molho-me sempre e é muito desagradável, andar com os sapatos. Mas a pouca chuva que tem caído em Portugal está a ser um problema, porque ainda é inverno e já começam a soar os alarmes da falta de água.

A seca em Portugal é um problema que se tem agravado todos os anos, e com ela vem os problemas da escassez de alimento, e os incêndios, necessitamos de medidas urgentes para combater a seca.

Não podemos fazer nada para chover, mas podemos começar a criar novos hábitos para reduzir o nosso consumo.

Mais uma vez o nosso Marco fez das dele e criou uma maquineta para captar a água da chuva, será que no futuro vamos mesmo andar na rua apanhar a água da chuva?

Alguns comportamentos que podemos mudar:

  • Usar apenas a água necessária para cozinhar e lavar a loiça.
  • Verificar com regularidade se temos fugas de água.
  • Fechar a torneira enquanto esfregamos as mãos e lavamos os dentes.
  • Tomar um duche em vez de banho.
  • Recolher água para ser reutilizada por exemplo para regar as plantas.
  • Regular o autoclismo para utilizar apenas o necessário.
  • Lavar o carro apenas quando for necessário.
  • Lavar a roupa apenas quando temos a máquina cheia.

Estes são alguns comportamentos, podemos fazer mais.

Se tiver mais ideias/sugestões podem comentar, para assim partilharmos o conhecimento.

Pág. 5/5