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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

14.07.25

Escrever… Amor… Amar…


Filipe Vaz Correia



 

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Escrever...

Escrever sem parar, nessa incansável busca pela escrita perfeita, não ortograficamente, mas sim desse querer maior de uma insanável insanidade que se perde, por entre, a desesperança pueril de um conto.

Não tenho palavras nem amorfas melodias, somente desespero e sentimentos, nesse entrelaçar de letras, misturadamente sentidas até ao infinito, infinitamente curiosas.

Queria tanto contar o peso de cada palavra, as sentidas e as fingidas, as correctas e as politicamente incorrectas, mas que nesse alucinado debitar de pensamentos se perdem no peso de cada uma, de todas elas.

Nem sabedoria nem desconhecimento, somente uma folha em branco, desnudada como uma bela mulher, ali deitada, aguardando o seu amante, nesse amor que se promete sem palavras, sem amarras, sem promessas ou amanhãs...

Naquele instante, precioso instante de um amor em ferida, se sobrepõem os beijos, a pele, o bater da alma...

Assim como as palavras, as belas e entrelaçadas palavras que compõem um orgasmático poema, rebelde, livre, disperso no pensamento ou na forma.

O que importam as regras se o que sobra é a força desse querer desgarrado que se recorda, desse cheiro que fica e se mantém pelo tempo, no tempo, para sempre no tempo...

O cheiro da cama, do corpo, o sabor de cada partícula de um amor que não respeita nada para além do olhar, nosso, intemporal.

Escrever...

Escrever sem parar, de forma crua, desnuda, singelamente pura...

Como sempre, para sempre...

Teu.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

10.07.25

Mama, I'm coming home


UmAnónimo

O Principe das trevas regressou para um último espetáculo. Sábado, 5 de julho, em Birmingham decorreu o Back to the beginning, o concerto de despedida dos Black Sabbath, mas principalmente, o último concerto de Ozzy Osbourne. 77 anos, com Parkinson, sem andar, sentado num trono, Ozzy despediu-se em grande. 10 horas de concerto que permitiu passarem pelo palco Metallica, Guns, Mastodoon, Anthrax, Gojira, Pantera e tantos outros, foi um verdadeiro festival de metal.

Acabo por publicar este video, não por ser a melhor música, mas pela emoção que representa. Verdadeiramente o príncipe voltou a casa, aos concertos, aos estádios, à sua música. E o público adora-o, e celebra. Celebra a sua vida, a sua carreira, a sua música. A emoção crua que transparece não pode deixar ninguém indiferente.

Que fim de carreira!

06.07.25

Quem não foi a um funeral?


O ultimo fecha a porta

A morte de dois jovens, futebolistas, chocou-nos esta semana.

Por tudo: a idade; as circunstâncias onde nunca saberemos o que aconteceu nem o respetivo apuramento de responsabilidade; por um deles deixar 3 filhos pequenos e ter casado há duas semanas. Pelo sofrimento dos pais/avós que nem um velório em paz nem fisca e e emocionalmente preparado conseguiram fazer. Cada um sente os seus e consigo lembrar-me da Judite de Sousa ou da Zulmira Ferreira que são figuras públicas que também perderam um filho e já assumiram os piores pensamentos que ainda hoje têm. Mas perder os dois, assim, em minutos e nem ter um corpo por quem chorar. Nem quero imaginar.

Porém, um dos temas de maior discussão foi ... a ausência do Cristiano Ronaldo no funeral!!!

A sério!?

 

A insensibilidade, cusquice e o desejo de polémicas entra num exagero. As pessoas só estão preocupados em ver maldade nas coisas. E atenção, que esta atitude alcoviteira é transversal a todas as idades. Um dos comentadores que ficou muito chocado pela ausência CR7 tem 85 anos - já mais do que idade para ter juízo e passar valores mais construtivos a quem o ouve.