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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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12.12.22

Adeus Catar, Adeus Ronaldo…


Filipe Vaz Correia

 

 

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Vou pegar no mote dado ontem pelo meu querido O Último Fecha a Porta, aqui nestas SardinhaSemlata, e também eu dissertar sobre este adeus Português ao Mundial do Catar.

Antes demais dar os parabéns à selecção Marroquina que essencialmente montou esta equipe em torno de uma ideia de jogo estimulada pelo seu brilhante treinador.

Ocupação de espaços curtos, não fazer pressão alta, fortíssimo jogo nas alas e um portentoso ponta de lança que não hesita em ferir os seus adversários.

Quase me fazendo recordar do futebol de Fábio Capello, este Marrocos faz sonhar o continente Africano com um "impossível" desejo que sempre pareceu interdito.

Mas voltemos a Portugal...

Portugal voltou para casa com o sonho desfeito, com o dilacerar de uma inevitabilidade prometida:

Passaríamos Marrocos e depois que viesse a França.

Para abrilhantar a coisa na final encontraríamos a Argentina, como profetizou Piers Morgan, e aí, nesse instante divino, voltaríamos a ter o impensável...

Messi e Ronaldo, numa última dança, brindando o mundo do futebol com aquilo que já não pensávamos voltar a ver.

Nessa final Ronaldo rejuvenesceria, Portugal vencia e o Presidente da República invadia o campo "pespegando" beijinhos a torto e a direito, condecorando quem apanhasse à mão, Messi certamente, até que o Catar se tornaria parte do império e das conquistas lusitanas.

Estarei a delirar?

Talvez.

Então o que falhou?

Bem falhou que esse Ronaldo já não existe, que o Fernando Santos ainda existe e que, já agora, o árbitro era Argentino.

Resumo um pouco simplório e sintético do que se passou em campo, mas o que quero realçar é que me parece que Portugal começou a perder este jogo fora de campo...

Com as ideias Fernandinas, mexe aqui e troca ali, o medo constante que o faz deixar consecutivamente no banco agitadores profissionais, Rafa Leão é um crime nas mãos de um treinador tão pequeno, com a pouca utilização de Mateus Nunes e essencialmente com esta guerra surda entre o Seleccionador e Ronaldo.

Duas coisas me parecem evidentes:

Ronaldo ainda não percebeu que tem de baixar o nível, pois a sua capacidade de jogo neste momento é incomparável com aquela que um dia foi...

E é normal que assim seja.

As Manas e a "simpática" Georgina com os seus imbecis posts nas redes sociais a ajudarem à festa.

Fernando Santos não teve poder para, tendo a coragem de tirar Ronaldo, blindar o grupo dos inevitáveis danos colaterais dessa decisão.

Portugal deve aprender com estas lições e reconstruir a selecção assente nesta nova geração que tanto promete, salientando o colectivo e limitando as "primas donas" na busca incessante por uma equipa à altura de tantos talentos...

E isso só poderá existir sem Ronaldo mas também sem Fernando Santos.

Não posso deixar de expressar que Ronaldo é o maior jogador Português de todos os tempos, sem discussão, e um dos 5 melhores que vi jogar em toda a minha vida a nível mundial.

Maradona, Ronaldo, Messi, Van Basten, Ronaldo Fenómeno.

Assim mais do que tentar aproveitar este momento para o diminuir como tantos fazem, julgo ser dever do País lhe agradecer cada jogada e cada golo, cada momento em que conseguiu elevar o futebol Português para um patamar onde jamais havia estado e que sem ele seria impossível de conseguir.

Simples.

Espero também que Ronaldo entenda que tão importante é a maneira como se constrói uma carreira como a forma como a acabamos.

Espero que ainda vá a tempo de perceber isso e que não esteja num Olimpo narcisista, alimentado por uma plateia de bajuladores que lhe elevem o ego e que perpetuem realidades paralelas.

Adeus Catar...

Adeus Ronaldo...

Só o astro Português deixará saudades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

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