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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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07.06.21

Amor... Uma Lanterna Na Escuridão


Filipe Vaz Correia

 

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O amor, essa palavra que se esconde nas entrelinhas do que sentimos, nesse querer que se transforma em algo maior...

Nos versos dos poetas, nas frases desconexas do Homem comum, nesse sonho escondido de um olhar, sem palavras, com palavras, solitariamente dentro de nós.

Fecho os olhos, enquanto escrevo estas palavras, oiço "Lantern" dos White Birch, nesse deambular de vento e deixo-me levar nessa inconstância do sentir.

Queria soletrar cada sentimento, cada pedaço de uma vida, para acompanhar o desenho imaginado pincelado na contradição da alma. Mas não consigo atingir a plenitude de tamanha façanha, a desmedida questão que amarra e aperta o coração...

Por vezes amar é sofrimento, puro e simples, quase sempre, esse abraçar sem ninguém, fitar o horizonte sem que realmente exista reflexo, nesse entregar de um sentimento a alguém "menor".

Nem sempre Romeu terá Julieta, ou vice versa, nem sempre o que bate no secreto segredo do coração é tão nobre como dita a desesperançada esperança de um ingénuo amor.

Por vezes sobram as saudades e os ciúmes, por vezes faltam, outras vezes se incendeiam os momentos que infinitamente se dissipam na hipocrisia do outro, esse alguém que só existe pela importância que lhe é dada por aquele que sente o bater desse querer.

É infeliz esse amor romântico, esse escrevinhar poético transcrito nos livros, carregado de drama e sedução, de estrela e lua...

Suspiro fundo, tão fundo que temo perder o fio condutor deste texto, essa conversa solitária que me guia e alumia nesse escrevinhar, meio perdido, tristonho.

As lágrimas ganham vida, os sorrisos esmorecem, as tristes falas de um teatro mudo sobressaem nessa coreografia que tantas vezes representa o comum mortal, esse amor que prometendo a imortalidade, finda, desmilinguido pela erosão do tempo.

Quantos de nós, lendo este texto, se recordaram de um singelo momento onde essa dor de amor foi maior do que o mundo, do que a vida?

Quantos teriam a coragem de gritar ao mundo esse ferir que ainda arde?

Silêncio...

É tempo de guardar as mágoas e deixar que o vento possa levar cada amargura de quem teve a coragem de, um dia, amar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

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