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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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26.09.21

De bestial a besta


O ultimo fecha a porta

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Discutia-se estes dias a queda abrupta da popularidade de uma figura pública nas redes sociais.

As consequências, além do ego, são os milhares de euros que as marcas pagam em publicidade para divulgação de produtos, eventos e tags.

 

Deixemos o gossip de lado e analisemos a volatilidade com o que o ser humano passa de bestial a besta. Ou na linguagem deste blog, de tubarão a sardinha.

Uma decisão incompreendida, a falta de sensibilidade para até onde podemos pisar o risco ou uma frase infeliz podem deitar por terra em segundos aquilo que durante anos se demorou a conseguir. Isto aplica-se a figuras públicas e a nós próprios, na nossa vida profissional, social ou pessoal.

Quem nunca se enganou num trabalho importante e exposto pondo em causa a sua imagem junto da chefia?

Quem nunca disse uma piada infeliz num jantar de amigos?

Até que ponto nós enquanto ser humanos não estamos cada vez mais expostos e por isso intolerantes ao erro?

 

Diria que a resposta a esta questão passa pela empatia. Se tivermos empatia com a pessoa em erro, compreendemos e desculpamos. Se pelo contrário, não tivermos, diabolizamos. Até porque hoje em dia, é muito mais fácil manifestarmos a nossa opinião e mostrarmos que achamos bestiais ou bestas com um emoji, ou um comentário em perfil privado ou com um tweet.

 

Passa também pela visão de nós próprios, a forma como nos vemos e a forma como queremos que os outros nos vejam. Afinal quem quer a ser visto como a besta?

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