Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

14.03.22

E Sobre O Povo Russo, Quem Escreve?


Filipe Vaz Correia



 

60D5EEEC-843E-45C6-ACE3-8DF02C74EC6C.jpeg

 



 

 

Todas as conversas nos levam à Ucrânia...

No dia a dia, em casa, em casa de amigos, na rua, na televisão, por todo o lado.

Poderemos escapar desta alucinação em que se perdeu o mundo?

Dificilmente.

Putin e sua aparente loucura circunda a nossa mente, inunda de receio o espírito Humano que nos leva a essa assombração Russa.

Já li várias dissertações sobre o sofrimento da população Ucraniana, dos jovens, da Mães, dos heróicos homens que batalham na frente, dos cidadãos deste mundo inundados com aumentos inacreditáveis de preços...

Mas quem escreve sobre os Russos?

Um Povo que durante séculos asfixiou às mãos de um poder absoluto dos Czars, que imaginando-se livre se viu votado à miragem comunista e que os levou a décadas à mercê do tirano poder Soviético...

E que após a queda do muro de Berlim, acreditando num amanhecer sorridente, se viu rapidamente cair na teia tirana de um antigo KGB, Vladimir Putin.

Os Russos, essencialmente os jovens, estão aprisionados às mãos do corrupto poder de Putin, essa espécie de "Rei Sol" que sem dó nem piedade foi ao longo do tempo silenciando qualquer tipo de oposição.

Esse vazio que se instalou de Moscovo até às fronteiras da Grande Rússia e que seca, entrelaça de medo e sangue, todo aquele povo.

Depende deles, Russos,  uma forma de fazer cair Putin, de desmontar um regime sanguinário que perpetua a barbárie, desde a Chechênia à Bielorrússia, de qualquer ponto onde se faça sentir a teia de influência de Vladimir Putin.

Esta visão, este cenário que importa valorizar e questionar estava à vista de todos, desde a morte vários opositores, em território da UE, de vários jornalistas no vasto território Russo e que sempre foi encarado com um ensurdecedor silêncio ou pelo menos com um ruído pouco audível.

Enfim...

Deste povo aprisionado em sua casa, no seu País, também importa escrevinhar, fazer de nossas letras a sua voz e esperar que deles nasça a força que possa reescrever esta memória, este destino.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Comentar:

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.