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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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12.05.22

Fugir da sombra


The Travellight World

fullsizeoutput_67d4Foto: Travellight

Um homem que tinha medo da sua própria sombra tentou fugir dela. Mas é claro, independentemente da velocidade a que corria ou quão longe fosse, a sua sombra acompanhava sempre o ritmo.

Ele acreditava que nunca poderia ser feliz a menos que se livrasse da sombra, então correu cada vez mais, e mais rápido, até que finalmente ficou tão exausto que o seu coração parou e ele caiu morto.

Ele não percebeu que se tivesse relaxado e sentado para descansar, a sua sombra teria desaparecido naturalmente e ele poderia ter ficado à vontade.

*****

Esta velha fábula budista oferece-nos uma boa metáfora de como é importante trabalhar o nosso lado mais sombrio e trazer a luz da consciência aos lugares mais obscuros da nossa mente.

Nem sempre é fácil ou confortável olhar para partes de nós que não gostamos e preferimos não ver, mas vale a pena o esforço porque, ao fazê-lo, podemos parar de lutar contra nós mesmos, deixar de lado o sofrimento desnecessário e, finalmente, encontrar força mental, equilíbrio, calma e até a felicidade.

Ver pode ser libertador.
Se percebermos aquilo que nos faz retrair, podemos parar de fugir de nós próprios, abrir o coração e deixar para trás tudo aquilo que nos tem presos ao medo, ao ódio, na defensiva ou na ignorância.
Se entendermos de onde vem os nossos preconceitos (os conscientes e os inconscientes) e aquilo que mina a nossa auto-estima e auto-confiança, podemos eventualmente ultrapassar “as sombras” e abraçar a verdadeira liberdade e paz de espírito.

 

 

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