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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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09.07.21

Lealdade


JB

 Sempre valorizei a lealdade.

 Quando era mais novo estava fascinado por cães, hoje percebo que são sinónimo de lealdade talvez fosse por isso... Vi o filme "Benji" e adorei, o "Amigos e Detectives" com o Tom Hanks e achei que era o melhor filme de sempre. O laço inabalável que um cão e o seu dono podiam criar fascinava-me: também queria algo assim. Fui crescendo e à medida que o tempo ia passando a palavra lealdade foi ganhando mais importância. Há qualquer coisa de transcendente e admirável no facto de pôr os interesses de outra pessoa à frente dos nossos. Quando via nos filmes um cão a saltar à frente de um tiro para salvar o dono, emocionava-me. Mais crescido, se à noite algum amigo apanhava um murro que era para mim, esse gesto fica para sempre. Já adulto e com o passar do tempo é claro para mim que a lealdade é um excelente filtro. Os que estão sempre ao nosso lado por nossa causa, são os que ficam. Aqueles que aparecem e desaparecem conforme as nossas circunstâncias são menos memoráveis.
Que o diga o Sócrates, quando o seu grande amigo e durante muito tempo número 2 António Costa, o foi visitar finalmente depois de estar detido há muito tempo e declarou aos jornalistas: "Estava bem disposto e completamente convencido da sua verdade". É caso para dizer: com amigos destes...

Que o diga Vieira, quando ouvir o André Ventura, o seu (ex) cãozinho mais leal a elogiar o juiz Carlos Alexandre e dizer que se estivesse no seu lugar se demitia. 

Enfim, a minha reflexão de hoje é a seguinte;

Se valorizamos tanto a lealdade em tantos aspectos, não devíamos denunciar aqueles que durante anos e apenas por força das circunstâncias estão próximos de alguém? 

Se é verdade que me diverti muito a ouvir aquelas declarações do Costa depois da visita ao Sócrates e que me diverti à grande a ver o Ventura a contorcer novamente aquela gosma onde normalmente existe uma espinha; também é verdade que me inquieta observar que nem toda a gente vê as coisas assim. Senão não era possível o Vieira ainda ser presidente, o Costa ter sido eleito ou o Ventura ter tempo de antena.  Sem honra, sem lealdade e acima de tudo, sem vergonha, assim vai o nosso Portugal.

 

 

JB

 

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