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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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14.06.22

Ouvir menos os outros, e mais a nós mesmos


marta-omeucanto

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Existem pessoas que não sabem o que querem.

Que são indecisas.

Que pedem opinião a toda a gente, sobre algo que, só a si mesmas, diz respeito. E sobre o qual ninguém pode decidir por elas.

 

E quanto mais opiniões ouvem, e mais diversas elas são, mais confusas essas pessoas ficam.

Porque ouvem uma opinião, e decidem segui-la. Mas, depois, ouvem outra opinião, e deixam de seguir a primeira, para seguir a segunda. Entretanto, escutam uma terceira, e saltam para essa, ignorando as anteriores.

 

Certo é que, da opinião à decisão, e da teoria à prática, vai uma longa distância.

No tempo que levam entre ouvir a opinião, e passar à ação, mais dúvidas vão surgindo.

Mais as opiniões, anteriormente ouvidas, se vão desvanecendo, e parecendo menos acertadas.

 

E surge a necessidade de voltar a mais uma rodada, de inquirir mais opiniões que, muitas vezes, já sabem que serão exatamente iguais às primeiras.

Mas parecem sentir necessidade de as ouvir de novo.

Como reforço.

 

Depois há as pessoas que, não contentes com as opiniões de familiares, amigos e conhecidos, decidem recorrer a sondagens nas redes sociais.

Ainda que de forma disfarçada, e com a desculpa de fazer um estudo ou perceber as escolhas dos outros, o que querem, no fundo, é ver o que a maioria escolhe e, como tal, optar por essa escolha também.

Esquecem-se que nem toda a gente responde a essas sondagens. E que a resposta mais votada pode não corresponder à realidade, ou àquilo que é o melhor para si, ainda que o seja para outros.

 

Existem ainda pessoas que, à falta de decisão própria, a baseiam naquilo que os outros gostariam que elas decidissem, ou fizessem.

 

E que tal ouvir menos os outros, e mais a si mesmas?

O caminho que cada pessoa escolhe, é aquele que ela própria irá percorrer. Ninguém o fará por si.

Portanto, só ela sabe por que caminhos quer ir, ou está disposta a ir.

Aquele que lhe será menos difícil percorrer.

Aquele que, à partida, a levará ao destino que quer alcançar.

 

Por isso, enquanto as pessoas não tomarem as suas próprias decisões, sem as empurrar para terceiros, nunca sairão do ponto de partida ou, saindo, depressa voltam atrás porque, no fundo, não era nada daquilo que queriam!

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