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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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09.06.22

Povo que lavas no rio


The Travellight World

fullsizeoutput_692eFoto: Travellight | São Tomé e Príncipe 

Povo que lavas no rio
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão
Há-de haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não

Fui ter à mesa redonda
Beber em malga que esconda
Um beijo de mão em mão
Era o vinho que me deste
Água pura em fruto agreste
Mas a tua vida não

Aromas de urze e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição
Povo, povo eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso
Mas a tua vida não

— Pedro Homem de Melo

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