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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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25.08.21

Sombras e Poeiras


Filipe Vaz Correia

 

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Silêncio que se faz tarde;

e em cada segundo o entardecer chega

essa dor encarpada se aproxima

numa mistura de espuma provocada

pelas ondas salgadas desse mar...

 

Mar ou maresia;

à luz do dia

na penumbra da noite

fingindo que sorria

quando dentro de mim nada sobrevivia.

 

Em cada pegada na areia;

a meus pés,

se desvanecia o trilho de um destino

esse querer sem tino

outrora efervescente.

 

Nada sobrou para além da espuma das ondas;

nada restou do que marcado ficara

nada permaneceu para lá das memórias

que agora me esforço por apagar.

 

No horizonte...

o futuro.

A meus pés...

neste instante, o presente.

Ao vento...

vão partindo as recordações,

os afagos, as ternuras,

as promessas.

 

E nesta poesia se cremam,

as lágrimas salgadas

os sorrisos escondidos

sobrando somente os silêncios que se ergueram entre nós.

 

Sombras e poeiras,

descendo a ladeira,

ardendo na lareira,

de uma despedida inteira.

 

Para sempre...