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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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23.08.21

Até Nunca Mais… “Amor Meu”


Filipe Vaz Correia

    Tenho cartas na mente; Nas noites em que estás ausente, Nos dias dormentes, Por entre, as dúvidas prementes, Desse adeus presente.   Um adeus que se imortaliza; Nunca desaparece, Sobra na penumbra dos medos, Pincelando os segredos, Que sempre nos pertencerão.   Mas os gritos calados; Surdos e mudos, Vão se tornando os muros, Autênticos murros, Desvanecendo a querença.   E assim fica mais ténue a dor; Essa espécie de ardor, Voando nas asas de um condor, Anunciando sem pudor, (...)
19.04.21

Verus Amor? Uma Ode Poética De Um Incorrigível Romântico...


Filipe Vaz Correia

          Já velhinho vai caminhando esse recordar que soçobrou, parte de um passado que descarrilou, esmoreceu... Pedaços de poesia sem freio, cartas ao vento carregando o tormento prometido, ousando sonhar com o que se perdeu, suspirando... Suspirando, por entre, letras e palavras as desassombradas e piedosas esperanças, lançadas ao mar, numa garrafa verde fosca. Oiço ao longe, em infinitos quadros, retratos de mim mesmo, em realidades alternativas que se escondem (...)
29.03.21

Quarto Escuro...


Filipe Vaz Correia

            O quarto escuro, tão escuro que ameaçava trancar nele todos os sonhos do mundo e transformá-los em pesadelos, secretos segredos que esvoaçavam ao longe num bater de asas que afugentava a realidade. Singelamente o mar ia chegando, secretamente ondulado, intensamente segredado, tão imensamente arrebatador. As palavras, sempre elas, flutuavam na crista da onda, como barcos flutuantes aguardando em cada praia, areal, a ligação perfeita para tamanho naufragar... Naufra (...)