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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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Um espaço de pensamento livre.

25.08.21

Sombras e Poeiras


Filipe Vaz Correia

      Silêncio que se faz tarde; e em cada segundo o entardecer chega essa dor encarpada se aproxima numa mistura de espuma provocada pelas ondas salgadas desse mar...   Mar ou maresia; à luz do dia na penumbra da noite fingindo que sorria quando dentro de mim nada sobrevivia.   Em cada pegada na areia; a meus pés, se desvanecia o trilho de um destino esse querer sem tino outrora efervescente.   Nada sobrou para além da espuma das ondas; nada restou do que marcado ficara nada (...)
23.08.21

Até Nunca Mais… “Amor Meu”


Filipe Vaz Correia

    Tenho cartas na mente; Nas noites em que estás ausente, Nos dias dormentes, Por entre, as dúvidas prementes, Desse adeus presente.   Um adeus que se imortaliza; Nunca desaparece, Sobra na penumbra dos medos, Pincelando os segredos, Que sempre nos pertencerão.   Mas os gritos calados; Surdos e mudos, Vão se tornando os muros, Autênticos murros, Desvanecendo a querença.   E assim fica mais ténue a dor; Essa espécie de ardor, Voando nas asas de um condor, Anunciando sem pudor, (...)
26.07.21

As Mãos De Uma Velha…


Filipe Vaz Correia

          Vi-te velhinha; De mãos ao vento, Vazias, calejadas, penduradas, Contando o tormento, E há muito abandonadas...   Sentada na porta de uma casa; Com o desespero estampado no rosto, À espera que a morte dê asa, E lhe chame para o seu posto...   Nesse dia quem passar; Não mais a irá ver, Provavelmente sem notar, Que a velha acabou de morrer...   Mas o que importa uma mulher; Imunda, suja, desesperada, O que importa querer ver, Aquela alma cansada...   Esquecemos é (...)
28.06.21

Pequenas Coisas...


Filipe Vaz Correia

        Pequenas coisas; Coisas pequenas, Que nos acontecem ao longo da vida, Com a mão estendida, Numa emoção querida, sentida, Sentimos...   Coisas pequenas; Que nos fazem crescer, Num piscar de olhos, querer, Vivenciar ou apenas dizer, Que são elas que importam...   As pequenas coisas!    
21.06.21

Uma Tarde na Fundação Calouste Gulbenkian...


Filipe Vaz Correia

          Nas palavras do tempo... Passeei durante a tarde com os meu sobrinhos pelos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, por entre, descobertas e conversas. Esvoaçámos por esconderijos mágicos e patos, galinholas e peixes, sapos e tartarugas, pessoas e os malditos pombos. Um infinito mundo por descobrir em busca da ansiada gelataria que nos prometia deliciosas iguarias... A minha querida sobrinha optou por um gelado de baunilha em cone de bolacha artesanal, o meu sobrinho (...)