Escrever... Escrever sem parar, nessa incansável busca pela escrita perfeita, não ortograficamente, mas sim desse querer maior de uma insanável insanidade que se perde, por entre, a desesperança pueril de um conto. Não tenho palavras nem amorfas melodias, somente desespero e sentimentos, nesse entrelaçar de letras, misturadamente sentidas até ao infinito, infinitamente curiosas. Queria tanto contar o peso de cada palavra, as sentidas e as fingidas, as correctas e as (...)
Diz-me o que vês, sem medo de sentir, sem receio de querer, sem nada a temer, como se nada importasse ou nenhum vislumbre de temor ganhasse cor, por entre, o céu azul despido que se impõe no horizonte. Diz-me... Palavras que ganham força na expressão ensaiada, sem barreiras, artimanhas, arte e manhas, contradição constante que se aprisiona no fundo do sentir inquieto, desse inquietante sentir que amolga e esventra, grita e ensurdece, se perde e se esquece. Nas entrelinhas, (...)
Um dia claro, num outro dia tudo escuro... Num momento o mundo meu, num outro momento o mundo desconhecido, sem rostos, sem afagos ou abraços. Num instante aquele olhar, num outro instante o vazio... Uma palavra que chega e sossega o coração, num singelo pestanejar a mesma voz inquietando a alma. Tanta certeza, numa incerta vontade que não controlo, nesse descontrolado destino que se assemelha ao destemperado querer pueril. Num momento um velho, num outro um recém-nascido, (...)
Quantas vezes terás de correr; para encontrar aquele dono, esse receio de esquecer, uma imagem, um sonho; um amigo... Quantas voltas terás de dar; para perceber que se foi, que acabou por morrer, aquele afago ao entardecer, aquela presença a aquecer, esse pedaço da tua alma... Desespero ou loucura; entre um latido, soluçar; um olhar de ternura, que acabará por encontrar, a derradeira resposta... Fidelidade sem preço; nessa palavra ou amor, buscando esse pedaço (...)
Teria um Milhão de coisas para te dizer; mas falta-me a voz, um milhão de coisas a escrever, mas treme a minha mão, um milhão de coisas a sonhar, mas não encontro a tinta, que, outrora, coloria o sonho... E se uma hora for demasiado; tomaremos um minuto, minuto por minuto, até percorrer a eternidade... Teria um milhão de coisas para te dizer; mas sei que não o preciso fazer, está escrito em meu olhar, nesse reflexo de amar, que em teu olhos habita... Minuto por (...)