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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

14.07.25

Escrever… Amor… Amar…


Filipe Vaz Correia

    Escrever... Escrever sem parar, nessa incansável busca pela escrita perfeita, não ortograficamente, mas sim desse querer maior de uma insanável insanidade que se perde, por entre, a desesperança pueril de um conto. Não tenho palavras nem amorfas melodias, somente desespero e sentimentos, nesse entrelaçar de letras, misturadamente sentidas até ao infinito, infinitamente curiosas. Queria tanto contar o peso de cada palavra, as sentidas e as fingidas, as correctas e as (...)
30.06.25

Diz-me Se Sabes Voar…


Filipe Vaz Correia

    Diz-me o que vês, sem medo de sentir, sem receio de querer, sem nada a temer, como se nada importasse ou nenhum vislumbre de temor ganhasse cor, por entre, o céu azul despido que se impõe no horizonte. Diz-me... Palavras que ganham força na expressão ensaiada, sem barreiras, artimanhas, arte e manhas, contradição constante que se aprisiona no fundo do sentir inquieto, desse inquietante sentir que amolga e esventra, grita e ensurdece, se perde e se esquece. Nas entrelinhas, (...)
21.04.25

“Um Companheiro Chamado Alzheimer”


Filipe Vaz Correia

    Um dia claro, num outro dia tudo escuro... Num momento o mundo meu, num outro momento o mundo desconhecido, sem rostos, sem afagos ou abraços. Num instante aquele olhar, num outro instante o vazio... Uma palavra que chega e sossega o coração, num singelo pestanejar a mesma voz inquietando a alma. Tanta certeza, numa incerta vontade que não controlo, nesse descontrolado destino que se assemelha ao destemperado querer pueril. Num momento um velho, num outro um recém-nascido, (...)
24.03.25

O Cão Do Meu Avô


Filipe Vaz Correia

    Quantas vezes terás de correr; para encontrar aquele dono, esse receio de esquecer, uma imagem, um sonho; um amigo...   Quantas voltas terás de dar; para perceber que se foi, que acabou por morrer, aquele afago ao entardecer, aquela presença a aquecer, esse pedaço da tua alma...   Desespero ou loucura; entre um latido, soluçar; um olhar de ternura, que acabará por encontrar, a derradeira resposta...   Fidelidade sem preço; nessa palavra ou amor, buscando esse pedaço (...)
17.03.25

Minuto Por Minuto


Filipe Vaz Correia

    Teria um Milhão de coisas para te dizer; mas falta-me a voz, um milhão de coisas a escrever, mas treme a minha mão, um milhão de coisas a sonhar, mas não encontro a tinta, que, outrora, coloria o sonho...   E se uma hora for demasiado; tomaremos um minuto, minuto por minuto, até percorrer a eternidade...   Teria um milhão de coisas para te dizer; mas sei que não o preciso fazer, está escrito em meu olhar, nesse reflexo de amar, que em teu olhos habita...   Minuto por (...)