Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

17.06.24

No Templo De Zeus


Filipe Vaz Correia

        Escrever, escrever, escrever, regurgitar o que na alma vai, minha, tua, das tamanhas solidões que se desencontram nas ruas, despidas e cruas, para sempre caladas por entre as cerradas janelas da vida. Nada pode ser mais sentido do que esse vazio colectivo, o sentir superficial do demasiado, sem que nada seja completo, intensamente fechado num ciclo bastante, agonizante e turbulento. Um quadro esborratado de todas as cores, tamanhas, misturadas na complexidão (...)
29.05.23

Nem Sempre…


Filipe Vaz Correia

        Nem sempre consigo encontrar as palavras, aquelas palavras que chegam desnudando, por vezes, destemperando a realidade, tantas vezes somente desencontradas do querer. Nem sempre... Nem sempre consigo transpor para palavras essa emoção transbordante, esse transbordar emocionante, esse querer dizer o que realmente significa. Tantas vírgulas e abreviações, pontos e interrogações, tinta e mais tinta, num rio de letras tão certas e distantes, longínquas e próximas. Ness (...)
03.01.22

O Menino Que Um Dia Sonhou…


Filipe Vaz Correia

      Era uma vez um menino impregnado de esperança, amarrado aos seus livros, ansiando encontrar naquelas palavras algum conforto para a sua inquieta insatisfação... O seu quarto era poiso de muitos mundos, guardava muitos segredos, muitas vontades, muitos sonhos, fechados por trás da porta que o separava do resto da casa. Os seus avós, velhinhos, não sabiam que dentro daquelas paredes o seu neto podia esvoaçar por locais desconhecidos, encontrar destinos inimagináveis, (...)
19.04.21

Verus Amor? Uma Ode Poética De Um Incorrigível Romântico...


Filipe Vaz Correia

          Já velhinho vai caminhando esse recordar que soçobrou, parte de um passado que descarrilou, esmoreceu... Pedaços de poesia sem freio, cartas ao vento carregando o tormento prometido, ousando sonhar com o que se perdeu, suspirando... Suspirando, por entre, letras e palavras as desassombradas e piedosas esperanças, lançadas ao mar, numa garrafa verde fosca. Oiço ao longe, em infinitos quadros, retratos de mim mesmo, em realidades alternativas que se escondem (...)
05.04.21

Quantas Vidas Cabem Numa Alma?


Filipe Vaz Correia

          Por vezes os dias são cinzentos, outras vezes clareiam um pedaço, numa paleta de cores, repletos sabores, misturados sem fim. São o reflexo da alma, de um sentir desmedido, de uma esperança inebriante, nem sempre constante, por vezes sufocante que faz parte de nós. Por vezes os dias começam sombrios, tristonhos, medonhos, rasurando no papel lembranças e querenças que ficaram guardadas nessa parte  escondida do destino... Por vezes os dias começam brilhantes, (...)