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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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03.01.22

O Menino Que Um Dia Sonhou…


Filipe Vaz Correia

      Era uma vez um menino impregnado de esperança, amarrado aos seus livros, ansiando encontrar naquelas palavras algum conforto para a sua inquieta insatisfação... O seu quarto era poiso de muitos mundos, guardava muitos segredos, muitas vontades, muitos sonhos, fechados por trás da porta que o separava do resto da casa. Os seus avós, velhinhos, não sabiam que dentro daquelas paredes o seu neto podia esvoaçar por locais desconhecidos, encontrar destinos inimagináveis, (...)
19.04.21

Verus Amor? Uma Ode Poética De Um Incorrigível Romântico...


Filipe Vaz Correia

          Já velhinho vai caminhando esse recordar que soçobrou, parte de um passado que descarrilou, esmoreceu... Pedaços de poesia sem freio, cartas ao vento carregando o tormento prometido, ousando sonhar com o que se perdeu, suspirando... Suspirando, por entre, letras e palavras as desassombradas e piedosas esperanças, lançadas ao mar, numa garrafa verde fosca. Oiço ao longe, em infinitos quadros, retratos de mim mesmo, em realidades alternativas que se escondem (...)
05.04.21

Quantas Vidas Cabem Numa Alma?


Filipe Vaz Correia

          Por vezes os dias são cinzentos, outras vezes clareiam um pedaço, numa paleta de cores, repletos sabores, misturados sem fim. São o reflexo da alma, de um sentir desmedido, de uma esperança inebriante, nem sempre constante, por vezes sufocante que faz parte de nós. Por vezes os dias começam sombrios, tristonhos, medonhos, rasurando no papel lembranças e querenças que ficaram guardadas nessa parte  escondida do destino... Por vezes os dias começam brilhantes, (...)
29.03.21

Quarto Escuro...


Filipe Vaz Correia

            O quarto escuro, tão escuro que ameaçava trancar nele todos os sonhos do mundo e transformá-los em pesadelos, secretos segredos que esvoaçavam ao longe num bater de asas que afugentava a realidade. Singelamente o mar ia chegando, secretamente ondulado, intensamente segredado, tão imensamente arrebatador. As palavras, sempre elas, flutuavam na crista da onda, como barcos flutuantes aguardando em cada praia, areal, a ligação perfeita para tamanho naufragar... Naufra (...)
22.02.21

Inspiração Ou O Dilema Do Vazio?


Filipe Vaz Correia

        A inspiração... Às vezes a sua falta impõe o silêncio, esse vazio tão esmagador que dói, se instala e esventra, desnudando a solitária e incisiva tristeza. A folha em branco, desfiando o dito silêncio, o tic tac do relógio impondo o passar do incógnito tempo, numa angústia que alimenta o sofrimento... O coração amargurado, a poética alma surda e muda, o arfar descompassado de um olhar esquecido, tantas e tantas viagens prometidas, canceladas esperanças de (...)