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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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22.09.22

Uma Casa de Bonecas


The Travellight World

Na semana passada tive a felicidade de assistir no Teatro Villaret à mais recente encenação portuguesa de “Uma Casa de Bonecas” e constatei (sem grande surpresa) que a peça de Henrik Ibsen continua tão atual hoje como quando a vi pela primeira vez, há muito tempo atrás. Pode ser um texto com mais de 140 anos, mas esta história de um casamento fracassado — a segunda peça mais produzida no mundo depois de Hamlet — continua absolutamente relevante. A peça de Ibsen conta a (...)
18.04.22

Adeus Eunice


Filipe Vaz Correia

          A morte, essa terna e ao mesmo tempo implacável linha do tempo que nos arrasta para um precipício temporal que finda... Que acaba. Morreu Eunice Muñoz, a eterna actriz, um pedaço de todos nós, uma pequena parte desse Ser que ousou viver por tantos em tantos palcos de uma só vida. A Srª Dª Eunice, figura cimeira do teatro Lusitano, marcou mais do que um tempo, cravando com o seu talento tamanhos e estreitos caminhos de tantas almas. Na hora do adeus torna-se habitual (...)
12.04.22

Lar Doce Lar: Um Espetáculo A Não Perder.


Filipe Vaz Correia

      Regressei ao teatro na passada quinta-feira para assistir ao espetáculo, Lar Doce Lar, interpretado por Maria Rueff e Joaquim Monchique, no Maria Matos. Tinha saudades de voltar a uma sala de espetáculos, olhar para a beleza de uma esplêndida actuação, entrelaçada pelas gargalhadas arrancadas por tamanho talento. Não posso deixar de notar na imensa interpretação dos dois, Monchique e Rueff, numa salada de personagens que gravitam à volta da velhice, da caminhada (...)
24.02.22

O Sangue das Palavras


The Travellight World

Foto: Travellight | Auditório do Casino Estoril | Cenário de "O Sangue das Palavras"   “Prefiro que as pessoas me ouçam, que me leiam… Porque não vão ler.”   A citação é de José Carlos Ary dos Santos e talvez ele não estivesse errado. Basta assistir à peça “O Sangue das Palavras”, atualmente em cena no Auditório do Casino do Estoril, para lhe dar razão. A sua poesia não teria chegado a tanta gente se não tivesse sido cantada. Esta produção da Artfeist (...)
21.10.21

O Homem da Amália


The Travellight World

Foto: Travellight    Há um prazer físico no palco, que não sinto num estúdio de televisão ou a fazer um filme — Virgílio Castelo   As luzes diminuem, as colunas tocam “To dream the impossible dream” e as cortinas abrem. Sinto-me feliz por estar ali de novo, num teatro cheio, a ver Virgílio Castelo. Está sozinho (a peça é um monólogo), mas enche o palco. Brilha. Representa, dança, hipnotiza-nos com um texto, que ele próprio escreveu durante o segundo confinamento, e (...)