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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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24.04.20

Tiger King


JB

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  Vi o novo documentário da Netflix, que viagem!
  Em dois dias, despachei os 8 episódios da nova série e juntei-me aos mais de 64 milhões que já viram e estão a tornar o Tiger King no documentário mais bem sucedido de sempre.
  Tudo se passa à volta do americano natural do Kansas, Joseph Allen Maldonado, nascido em 1963 Joe era um tímido jovem loiro de olhos claros, um gay não assumido a viver no interior americano, com pais conservadores que o rejeitaram. Tentou suicidar-se em novo e como consequência ficou debilitado fisicamente. Na sua recuperação contactou com tigres e outros 'big cats' algo que teve um grande impacto, transformando-o radicalmente. Nasceu Joe Exotic.
  Joe Exotic é um machão da Florida, pinta o cabelo de loiro, usa mullet, é gay assumido, tem um zoo de 'big cats', é cantor 'pimba', adora armas e usa sempre uma no coldre. Para o ajudar a tomar conta do seu Zoo, Joe conta com toxicodependentes, uma ajudante maneta, um homem sem duas pernas e os seus dois maridos... sim são dois. Candidatou-se a presidente dos Estados Unidos e é também a estrela do seu próprio 'show' diário na internet, com um alto valor de produção e para o qual ele contratou uma equipa de filmagens para viver no zoo com ele 24/7.
  Só isto já é completamente caricato, mas isto caros amigos, não é nada.
  Joe tem uma inimiga mortal, uma tal de Carole Baskin, uma milionária que tem uma associação chamada 'big cat rescue' e que achava que o tratamento de Joe aos animais era inaceitável. Joe era dono de um parque onde as pessoas podiam pagar para tirar fotografias com crias, tinha os animais em jaulas, fazia criação e vendia tigres a celebridades. Rapidamente percebemos que a Carole é suspeita de ter morto o próprio marido, que também tem um parque de tigres, os mantém em jaulas e que a maior diferença do zoo dela para o do Joe é que os funcionários da Carole são voluntários.
  Conhecemos ainda mais proprietários de parques, um que parece um líder de uma seita e tem três mulheres e um outro que é nada menos o ser humano que serviu de inspiração para o filme "Scarface" com o Al Pacino. Somos apresentados a um rol ainda grande de outras personagens, todas com o interesse e complexidade de alguém que existe mesmo.
  A estória só fica mais alucinada à medida que os episódios avançam, num argumento que ninguém iria gostar, por ser demasiado inacreditável, inverosímil e todos os outros sinónimos, mas que é verdade e foi isso que me prendeu.
  As filmagens que existiam aliadas a uma produção profissional da Netflix, fizeram desta estória um fenómeno porque tudo aquilo a que assistimos é real. Aquela malta existe!
  Esse foi o meu interesse maior, ver que aquelas pessoas são verídicas e que dadas as circunstâncias, tudo é possível se fores um sociopata. A "vida imita a arte" diz-se muitas vezes, mas nunca a arte teve imaginação para ir tão longe.
  Não sei se devo recomendar a série, mas já fiz um aviso prévio e agora é como se estivesse numa viagem de carro, olhasse pela janela e visse um espalhafatoso desastre. Este post, sou eu a dar uma leve cotovelada na pessoa que está ao meu lado (ou a ler isto) e a dizer:


  " - F*£@-$€, viste aquilo?!?!?"

  

JB

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