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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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26.01.21

Um Vírus Bem Mais Perigoso...


Robinson Kanes

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Jan Fyt - Águias atacando patos - Musée du Louvre

Imagem: Robinson Kanes

 

 

Liberdade existe somente para um pequeníssimo número de indivíduos. Circunstâncias económicas próprias e (...) circunstâncias favoráveis de ordem intelectual fisiológica e biológica - Os indivíduos a quem todas estas circunstâncias são favoráveis não são escravos das instituições. Para eles as instituições existem como uma espécie de armação sólida sobre a qual podem exercer qualquer ginástica que queiram.

Aldous Huxley, in "Sem Olhos em Gaza"

 

Os Democratas: Viva a Democracia! Viva a Liberdade!

Os Fascistas: Viva André Ventura que tem meio milhão de eleitores! 

Os Democratas: Quem é que disse isso? Matem-nos em nome da Democracia e da Liberdade! Acabem com esses XXXXXX e XXXXX são uma cambada de XXXXX

Robinson Kanes, in "Estranha forma de Liberdade" - Citando o diálogo entre os democratas bondosos e os tiranos. Não acreditem nisto, vá...

 

 

 

Não vou falar de eleições democráticas, acima creio ter resumido o que penso destes dias. Não obstante, pretendo abordar a Democracia e Liberdade... Andamos imensamente a cogitar com estes dois conceitos que até nos olvidamos de quem são os tais famosos especialistas que aconselham os nossos políticos no INFARMED. Só o facto das reuniões terem lugar no INFARMED já pode levar ao desenvolvimento de teorias da conspiração, mas importam os factos. Quem são e que CV têm? Para o bem e para o mal, também são eles que têm ajudado a decidir o cárcere em que vivemos - é fundamental que o cidadão tenha conhecimento de quem são. Em Espanha não se divulgaram os responsáveis pelo "colégio" que aconselha o Governo espanhol e ainda hoje milhões de espanhóis acreditam que esse "colégio" nem existe. Porquê tanto segredo? A falta de transparência tem inclusive, sido uma das maiores responsáveis pelo facto de França ser dos países onde a vacinação está a ser um fiasco não só por falta de vacinas mas sobretudo pelo cepticismo dos seus cidadãos que, perante tanto segredo, desconfiam de vacinas feitas em meses. Serão os franceses laxistas?

 

Temas como estes têm sido postos de lado: há que exaltar o número de mortes, lançar o pânico, levar Marcelo ao colo e destruir André Ventura... Em tempos um exemplo de jornalismo, hoje uma espécie de jornal local de segunda, é a revista Visão e também os ecos que as opiniões que por lá deambulam têm na plataforma que alberga este espaço. Se não reconheço o Sapo como espaço jornalístico (não o é e inclusive destaca espaços de opinião onde reina a ofensa directa e tem um jovem trabalhador que lutou(a) pela vida a chamar nomes aos portugueses e que dá pelo nome de agir - brilhante!), tenho de reconhecer que talvez a Visão se venha a transformar numa espécie de "Sheep!" mas sem border collie. A Visão, com o seu sem número de editores e directores executivos tem protagonizado momentos hilariantes, camuflada de publicação séria e credível. Não o é... O foco no medo e nos ataques a alguns políticos e individualidades neste país não tem limites chegando ao ponto de tentar manietar o público com número e marcas de automóveis utilizadas e até um, e passo a expressão, "mede pilinhas" de um dos seus editores executivos que puxa pelos galões de ter estado em cavalaria para censurar a actuação (e humilhar) dos seguranças de um candidato. Nem a D. Arminda, a porteira é tão coscuvilheira e intriguista com a miúda do 3º andar.

 

A repetição de alarvidades cometidas ao abrigo de uma liberdade de imprensa que serve para camuflar verdadeiros ataques à lei é gritante e a Visão não é caso único - apenas a escolhi porque esta semana alguém próximo disse basta e finalmente abandonou a leitura. Serão também estes espaços "jornalísticos" que em tempos um ex-presidente disse que um certo presidente enchia de telefonemas durante as madrugadas? Estará a própria classe jornalística a cavar o fim da sua liberdade?

 

Salutar também, é verificar que médicos como o internista António Ferreira sejam colocados de lado e barrados no seu discurso quando podem falar em detrimento de "caronas" e "nogueiras" que parecem ter algo a ganhar semeando o pânico. Além de que, António Ferreira, cada vez que começa a falar, não diz que estudou em Cambridge como o faz um certo Simas de modo a que tudo o que possa ser dito não seja questionável. São médicos e especialistas como António Ferreira que têm trazido muita luz à actual situação e agitado até o status quo em termos de pandemia - e ao contrário dos caronistas, até apresentam factos, estudos, validações cientificas e não é que têm a lata de avançar com soluções... Tagore tinha razão quando dizia que o objectivo do homem não era a verdade mas sim o êxito.

 

Preocupa-me também, quando se fala em Democracia, que Jorge Torgal, do alto da sua sabedoria e educação, tenha deixado escapar que muitos dos seus colegas e muitos especialistas neste país estão a ser "calados" e não têm qualquer hipótese de expor as suas opiniões contrárias face às demais que têm sido veiculadas pelo Presidente da República, Ministra da Saúde, Primeiro-Ministro e especialistas do tudo e do nada. Fica-se, por momentos com a impresão, e veja-se a sua participação nas "Tertúlias da Junqueira", que é nos próprios meios de comunicação que essa censura tem início. Neste momento e comparado com esta situação, André Ventura deveria ser o menor dos nossos problemas - todavia, falar de Ventura, como dos Estados Unidos, e como já referi, torna-nos cultos em terra de ignorantes e não nos arranja sarilhos. Estamos em Portugal, o reino da ostracização a quem não se vende aos corporativismos, mas nesta altura, é de facto muito perigoso.

 

Fico perplexo quando alguns que tanto criticam um hipotético nacional-socialismo em Portugal, são também aqueles que até já nem se importam de uma pequena ditadura por causa da actual situação. Uma ditadurazinha que faça valer o seu direito a não serem apanhados pelo SARS-CoV 2 esquecendo-se que, tal como numa certa quinta orwelliana, foi assim que começou o massacre de inocentes e que só relatou o que ainda vemos em países como a China. Uma coisa é certa, o weaponism chinês uma coisa tem conseguido: vender a imagem de que países totalitários e comunistas controlam o vírus enquanto os países livres e democráticos estão às avessas com um problema que alegadamente começou no seu território e foi camuflado levando às consequências que hoje vemos. Se isto funcionar...

 

Também algo tem de estar muito mal quando não se pode dizer "vírus chinês" (lembram-se do tanto que se falou quando alguns o disseram?) mas se possa falar na variante inglesa, brasileira ou sul -africana sem qualquer pudor. Será que neste caso os telefones não tocam? 

 

E por falar em chinês, porque é que alguns jornalistas não se interrogam porque é que outros jornalistas, perdão Jornalistas, estão impedidos de entrar em mercados chineses?

 

Concluíndo, para nos deixar a pensar, repito o que muitos sentados a viver de subvenções, salários garantidos e expedientes anexos dizem: que se lixe a economia... Afinal, quando esta não funcionar, não gerar dividendos e impostos, vamos apenas com sorrisos e solidariedade pagar todos os custos da pandemia, inclusive os de saúde. Surge também a hipótese de entregar as nossas liberdades e decisões a outras almas caridosas que paternalmente tratarão de nós a troco de uma obedicência cega nem que seja debaixo de repressão e totalitarismo. Tudo para nosso bem, como é evidente...

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