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sardinhaSemlata

Um espaço de pensamento livre.

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21.06.21

Uma Tarde na Fundação Calouste Gulbenkian...


Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Nas palavras do tempo...

Passeei durante a tarde com os meu sobrinhos pelos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, por entre, descobertas e conversas. Esvoaçámos por esconderijos mágicos e patos, galinholas e peixes, sapos e tartarugas, pessoas e os malditos pombos. Um infinito mundo por descobrir em busca da ansiada gelataria que nos prometia deliciosas iguarias... A minha querida sobrinha optou por um gelado de baunilha em cone de bolacha artesanal, o meu sobrinho escolheu uma Waffle de chocolate, a minha mulher um crepe com bola de gelado de baunilha e eu... Surpreendi escolhendo um crepe de açúcar com canela. Infelizmente a espera pelos crepes foi demasiada mas o waffle foi apelidado como o melhor do mundo. No entanto, o que fica amarrado à alma são os momentos, esses momentos nas entrelaçadas palavras que nos unem, que nos ligam. Desfrutámos de uma tarde primaveril, com raios de sol e pedaços de vento, por entre conversas nossas. O que poderá ser melhor do que esse acrescentar de momentos para a eternidade? Por instantes a Gulbenkian se transforma numa gruta de canaviais, como se estivéssemos perdidos numa qualquer mata Atlântica, claro que repleta de visitantes e turistas. As conversas voaram desde o dia a dia  no colégio até à Coreia do Norte... O meu sobrinho é um menino, de 13 anos,  curioso pela geopolítica mundial, dando assim asas a essa curiosidade própria de um jovem inteligente e atento. São estes momentos que dão sentido ao acumular dos dias, olhando para eles e observando os Seres Humanos que dali estão a brotar, nessa vontade de questionar e aprender, de secretamente ensinar, sem que se apercebam de como estão mais sapientes do que os seus velhos tios, por vezes, quebrando dogmas, estilhaçando padrões instalados que não são mais do que paredes à espera que alguém as empurre. Não sabia que tinha tantas saudades da Gulbenkian, não fazia ideia de que era possível voltar a caminhar por aqueles jardins como se fosse a primeira vez, podendo lhes contar que foi ali, naquele local, que os tios se encontraram há mais de 20 anos, aquando do primeiro mês de namoro, para trocar presentes antes do mais esperado jantar da minha vida...

Ciclos que se fecham, ciclos que se abrem, que infinitamente se entrelaçam.

Com amor, destes Tios que tão bem vos querem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

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